Somos mais de 40.000 trabalhadores prestando serviços no Comércio Varejista, Atacadista, Farmácias, Cooperativas, Concessionárias de Veículos, Material Ótico, Assessoramento, Perícias, Pesquisas e em Contabilidades, abrangendo os municípios de Ascurra, Apiúna, Benedito Novo, Blumenau, Doutor Pedrinho, Gaspar, Indaial, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio e Timbó.
O conjunto destes trabalhadores forma nossa Categoria, que por sua vez, constitui nosso SINDICATO.

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A importância do voto consciente

Classe trabalhadora vota em quem defende os direitos dos trabalhadores!

O voto é uma das principais ferramentas que a classe trabalhadora possui para participar das decisões sobre os rumos do Brasil. É por meio dele que escolhemos aqueles que terão poder para aprovar leis, definir políticas públicas e tomar decisões que interferem diretamente nos nossos salários, na jornada de trabalho, na aposentadoria, no emprego e na proteção dos direitos trabalhistas.

Por isso, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Blumenau – SECBLUMENAU reforça a importância do voto consciente. Antes de escolher seus representantes, cada trabalhador e trabalhadora deve olhar para a história, para as propostas e, principalmente, para aquilo que efetivamente foi feito em defesa de quem vive do próprio trabalho.

Nos últimos anos, o Brasil retomou uma política de valorização do salário-mínimo, assegurando reajustes acima da inflação. Em 2026, o salário-mínimo chegou a R$ 1.621,00. Valorizar o salário-mínimo significa melhorar a renda das famílias, movimentar a economia e beneficiar também aposentados, pensionistas e milhões de brasileiros que possuem seus rendimentos vinculados ao piso nacional.

Outro avanço que merece ser considerado pela classe trabalhadora foi a ampliação da isenção do Imposto de Renda. A partir de 2026, trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês passaram a ter o Imposto de Renda zerado, enquanto aqueles que recebem entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00 passaram a contar com redução gradual do imposto.

Na prática, a medida significa mais dinheiro permanecendo no bolso de milhões de brasileiros. É uma mudança que beneficia especialmente trabalhadores assalariados e reforça uma ideia fundamental: quem vive do trabalho precisa ter sua renda valorizada não apenas por meio do salário, mas também por um sistema tributário mais justo.

Por isso, quando falamos em voto consciente, também precisamos perguntar: quem apresenta propostas para que o trabalhador tenha mais renda? Quem defende uma tributação mais justa? Quem acredita que aqueles que ganham menos devem pagar proporcionalmente menos, enquanto quem possui maior capacidade econômica deve contribuir de forma mais adequada?

O emprego também precisa estar no centro dessa reflexão. O Brasil alcançou nos últimos anos os menores níveis de desemprego da série histórica da PNAD Contínua, ao mesmo tempo em que atingiu recordes no número de pessoas ocupadas. São resultados que demonstram por que políticas de geração de emprego, formalização e valorização do trabalho devem ser consideradas pelo eleitor no momento de decidir seu voto.

Para os comerciários, há ainda uma luta histórica que ganhou força no debate nacional: o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários.

Trabalhar seis dias para descansar apenas um significa, para milhões de brasileiros, pouco tempo para a família, para o lazer, para os estudos, para cuidar da saúde e, simplesmente, para viver. Para quem trabalha no comércio, essa realidade é ainda mais presente.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 representa uma oportunidade histórica de avançarmos para uma sociedade na qual o desenvolvimento econômico também seja convertido em qualidade de vida e tempo para viver.

Por isso, é fundamental perguntar: quem está ao lado dessa luta? Quem defende a redução da jornada sem redução salarial? Quem entende que os avanços da economia também precisam chegar à vida de quem trabalha?

Da mesma forma, votar conscientemente significa observar quem defende os direitos trabalhistas, a valorização dos sindicatos e da negociação coletiva, salários dignos, emprego de qualidade, aposentadoria, políticas públicas e proteção social.

Direitos não surgiram por acaso. Férias, 13º salário, FGTS, descanso semanal, jornada limitada, salário mínimo e tantos outros direitos são resultado de décadas de organização e luta da classe trabalhadora. E aquilo que foi conquistado também precisa ser permanentemente defendido.

Por isso, compare, pesquise, informe-se. Observe como cada candidato se posiciona sobre direitos trabalhistas, valorização do salário mínimo, Imposto de Renda, geração de empregos, fim da escala 6×1, redução da jornada, aposentadoria, negociação coletiva, sindicatos e soberania nacional.

E, principalmente, faça uma pergunta antes de confirmar o seu voto:

Este projeto político melhora ou piora a vida de quem vive do próprio trabalho?

O voto consciente também é uma forma de defender direitos. As escolhas feitas nas urnas têm consequências durante os quatro anos seguintes e podem significar avanços, manutenção de conquistas ou retirada de direitos.

A classe trabalhadora precisa participar das decisões sobre o futuro do Brasil e compreender a força que possui nas urnas.

Classe trabalhadora vota consciente.

Classe trabalhadora valoriza suas conquistas.

Classe trabalhadora defende seus direitos!

 

IMPORTANTE:

DIA DA ELEIÇÃO É FERIADO: O DIREITO AO VOTO DEVE SER GARANTIDO!

O artigo 380 do Código Eleitoral estabelece que o dia em que se realizam as eleições de data fixada pela Constituição Federal é feriado nacional. O funcionamento do comércio é permitido, mas devem ser respeitadas as normas trabalhistas e aquelas previstas em Convenção Coletiva de Trabalho para o labor em feriados. Assim, para os trabalhadores abrangidos pelas CCTs dos comerciários de Blumenau, o trabalho no dia da eleição deve observar as mesmas condições estabelecidas para o labor em feriados, inclusive quanto ao pagamento da ajuda de custo prevista na norma coletiva. Além disso, nenhuma atividade profissional pode impedir o exercício do voto: a trabalhadora ou o trabalhador que estiver trabalhando no dia da eleição deve ser liberado pelo tempo necessário para comparecer ao seu local de votação e exercer livremente esse direito, sem que o empregador crie qualquer obstáculo ou impedimento.

TRABALHOU NAS ELEIÇÕES? A FOLGA É UM DIREITO!

Também merece atenção o direito de quem é convocado pela Justiça Eleitoral para trabalhar nas eleições, seja como mesário ou mesária, integrante de mesa receptora ou junta eleitoral, ou para auxiliar nos trabalhos relacionados ao pleito. Conforme o artigo 98 da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), esses trabalhadores têm direito à dispensa do trabalho pelo dobro dos dias em que permanecerem à disposição da Justiça Eleitoral, sem prejuízo do salário ou de qualquer outra vantagem. Isso significa que um dia de convocação gera direito a dois dias de folga, e o benefício também alcança os dias de treinamento e preparação quando houver convocação da Justiça Eleitoral, sempre mediante apresentação da declaração expedida pela Justiça Eleitoral.

Sindicato dos Empregados no Comércio de Blumenau – SECBLUMENAU